O sol nasce pra todos

As pessoas de uma determinada comunidade tinham o costume de preparar uma área de terra correspondente a meio hectare para o cultivo de lavoura, mandioca, macaxeira, milho, feijão entre outras coisas.

Já era uma tradição local, pois assim que começavam as chuvas, os moradores daquela comunidade cuidavam dos seus roçados, (local de se plantar), enchendo-os com uma enorme variedade de plantas.

Mas havia no lugar um homem que nunca se atrevia a fazer um roçado.  E que somente, de longe, via as plantações dos seus vizinhos. Os moradores da comunidade convidavam para que também preparasse a terra para o cultivo da lavoura.

Mas o mesmo recusava dizendo: – Vocês pegam as melhores terras, têm dinheiro pra gastar no caso de ocorrer prejuízo e tem uma grande freguesia que compram suas colheitas. Ele sempre usava esses argumentos, além de dizer que em comparação aos demais, iria colher pouco ou simplesmente nada.

Um ano após ter recebido o último convite, o homem resolveu fazer a plantação. Quando estava próximo do período apropriado para o plantio, ficou todo motivado e, ao mesmo tempo, apreensível por ser a primeira vez que trabalharia na roça.

Então, todas as manhãs, pegava as ferramentas e ia preparar a sua área de terra onde plantou de tudo um pouco. O ano foi de muita fartura. Pois, lucrou muito.  Faltando até quem comprasse tanta colheita, mas o homem não se entristeceu. Pois tinha outros objetivos, outros planos.

SEGUNDA PARTE )))) A colheita

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