O sol nasce pra todos

As pessoas de uma determinada comunidade tinham o costume de preparar uma área de terra correspondente a meio hectare para o cultivo de lavoura, como mandioca, macaxeira, milho, feijão, entre outras coisas. Já era uma tradição local, pois assim que começavam as chuvas que ocorriam no período de março a agosto, os moradores daquela comunidade cuidavam dos seus roçados (locais de plantio), enchendo-os com uma enorme variedade de plantas. Mas havia no lugar um homem que nunca se atrevia a fazer um roçado e, de longe, apenas via as plantações dos seus vizinhos.

Os moradores da comunidade o convidavam para que também preparasse a terra para o cultivo da lavoura, mas ele recusava, dizendo: “Vocês pegam as melhores terras, têm dinheiro para gastar no caso de ocorrer prejuízo e têm uma grande freguesia que compra suas colheitas.” Ele sempre usava esses argumentos, além de dizer que, em comparação aos demais, iria colher pouco ou simplesmente nada.

Um ano após ter recebido o último convite, o homem resolveu fazer a bendita preparação da terra para a plantação. Quando estava próximo do período apropriado para o plantio, ficou todo motivado e, ao mesmo tempo, apreensivo por ser a primeira vez que trabalharia na roça. Então, todas as manhãs, pegava as ferramentas e ia preparar a sua área de terra, onde plantou de tudo um pouco.

O ano foi de muita fartura, pois lucrou muito, faltando até quem comprasse tanta colheita. Mas o homem não se entristeceu, pois tinha outros objetivos, outros planos.

 
SEGUNDA PARTE )))) A colheita

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