Arquivar 7 de janeiro de 2020

Eu sei o que aconteceu

Era uma bela manhã de sábado
Parecia que o sol estava mais radiante
Seu sorriso: uma relíquia, um achado
Minha essência iluminada e brilhante.

Meus gestos buscavam os seus em pensamento
Meu desejo a sentia em minha alma
Sua presença era personificada em momento
Seus sussurros, ao ouvido, traziam calma.

De repente, uma misteriosa ligação
Surpreso, meu coração me alertou
Percebeu no rosto, uma aflição
Que a hora da verdade chegou.

Na hora, minha alma personificou
O sentimento de angústia e desamor
Que sem demora, logo, se revelou
Estremecido, estava o nosso amor.

Saiu de mim, sem dizer pra onde
A minha esperança me alertava
No desespero, a razão me tranquilizava
Mas na realidade: ela se foi e se esconde.

Meus dias foram feitos de mistérios
Destes que não se finda as indagações
No sofrimento, me desespero
Minha vida transformada em decepções.

Ouço relatos que machucam no sofrer
Me apego nas emoções e sensações
Que alimenta a espera sem saber
Se há falta, se há amor ou são ilusões.
EU SEI O QUE ACONTECEU!!!!

A moça

A moça se aproxima, cumprimenta a todos e apresentar-se. Júlio fica encantado e cada palavra que saía da boca dela era música para o seu coração apaixonado, que por mais que tentasse disfarçar, ficava evidente sua admiração por ela. Aquele momento passou e, no final do expediente, todos foram embora.

No dia seguinte, Júlio foi o primeiro a chegar no trabalho, adiantou quase tudo para que pudesse oferecer a sua ajuda para a moça, ele já até tinha ensaiado um motivo para a aproximação. Os colegas que iam chegando estranhavam vê-lo ali, pois ele tinha chegado antes do horário.

Quando ela surge no horizonte do Júlio, um sorriso de felicidade é invocado por sua alma, amado por seu coração e expressado por seus lábios. Ele não consegue disfarçar, estava feliz com a felicidade de quem se ama. Todos perceberam.

Júlio fazia de tudo para ficar do seu lado, todo momento se oferecia para ajudar e ela, educadamente, agradecia e fazia-lhe elogios. Meses se passaram e, aos poucos, ela parecia corresponder aos sentimentos do Júlio, chagava até convidá-lo a sair nos finais de semanas com os amigos, mas Júlio sempre recusava, pois queria um momento somente com eles dois.

O convite

Depois de mais um convite da Moça, ele aceitar sair com ela e os amigos, pois não aguentava mais esperar por um momento a sós, que parecia não ter chances de acontecer, pois ela sempre tinha desculpas para não sair apenas com ele.

Chega o dia tão desejado por Júlio, o dia de estar ao lado de sua deusa, de beleza que fascinava sua razão de viver e irrigava seu coração de amor no mais elevado esplendor. Um sentimento belo que o fazia sonhar acordado, viajar na sublime felicidade e despertava a esperança da união entre eles.

Ao chegar na casa dela, ele ver várias moças, mas uma em especial não largava a mão de sua deusa. Ela observa por um tempo e resolve se aproximar para irem juntos ao baile. Para ele, aquele era o dia, o dia da felicidade plena, pois seria o dia que pediria a moça em namoro.

No baile, dançaram, beberam juntos e conversaram. Chega o momento da atitude de Júlio, era o momento de ele se declara para a moça. Ele a chama e diz que precisa falar sobre algo que está em seu coração, algo muito importante. A moça diz que também tem algo para falar, Júlio começar a chorar, acreditando ser um amor correspondido. Então, pede para a moça falar e ela começa: diz que ele tinha sido escolhido, pois sentia uma grande admiração e completou que seria uma honra tê-lo como um dos padrinhos do seu casamento.

PRIMEIRA PARTE ))) Júlio, o rapaz desconfiado

A brincadeira

O moço, assim como era chamado por ela, toma um susto e fica em silêncio com tal proposta. Ela volta a insistir com a intenção de ajudá-lo. Sentindo confiança na atitude dela, ele aceita e, a partir daquele momento, começa com a brincadeira.

Eles voltam para casa e anunciam, para os irmãos do moço, que estão namorando. Os irmãos dele demora um pouco para se convencerem da história, mas com passar do tempo acabam acreditando.

Aquele moço estranho, calado e de pouca conversa já começa levar a sério toda aquela situação, enquanto a moça continua encarando a história apenas com uma grande brincadeira.

Chega o dia de ela e a família ir embora, ele não acreditava que os momentos de felicidades estavam prestes a acabar. Não quis participar da desperdiça, correu para a pracinha para chorar sozinho.

Anos depois, a família do moço recebe um convite de casamento. Ruthi iria casar! ……..

PRIMEIRA PARTE ))))) Preso ao sonho

A colheita

Surpreso pela quantidade da colheita, o homem resolveu sair pela cidade oferecendo os frutos do seu trabalho, mas ninguém queria. Seja pela falta de dinheiro ou até mesmo porque não se estava precisando.

Após um dia de andanças pela cidade, ele começou a refletir e, tempo depois, chegou a conclusão de que toda aquela fartura não poderia ser perdida. Ele resolveu fazer doações para pessoas que gostavam de plantar e não tinha obtido tanto sucesso quanto ele obteve. Não esquecendo daqueles que estavam passando fome, enfim, doou alimentos para todos.

O tempo passou e, logo, recomeçou o período das chuvas, consequentemente, o tempo das plantações. O homem prepara as ferramentas, coloca o chapéu na cabeça, o bisaco de lado e sai em direção do roçado. No caminho, percebe a alegria dos vizinhos. Alguns sorrindo enquanto outros, cantando e, ele, os cumprimentam e segue o seu destino.

Chegando no roçado, ele percebe algo que não lhe agrada. Várias pessoas ocupando a área de terra escolhida por ele para plantar seus grãos de milho e feijão.

Eram pessoas que acreditavam que aquele local era o melhor, pois o homem tinha lucrado bastante. Queriam para elas e expulsaram o homem de lá.

Depois do ocorrido, o homem volta para casa, desiste do roçado e, com o passar do tempo, consome toda sua colheita. Preso em sua melancolia, começa a não mais querer fazer nada.

Veio a fome e, com ela, a falta de esperança. Os vizinhos assistem tudo. Quem ele sempre ajudou; o ignora. Por fim, chega o fim! Descansou.

PRIMEIRA PARTE )))) O Sol nasce para todos.